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Guia

Orçamento odontológico: o que incluir e como enviar ao paciente

Um orçamento claro responde às perguntas do paciente antes de ele precisar ligar. Veja o que não pode faltar, o que diz a lei e como evitar o "vou pensar" que nunca volta.

Atualizado em 20 de outubro de 2026 · 6 min de leitura

O que diz a lei

O Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/1990, art. 40) obriga o fornecedor de serviços a entregar um orçamento prévio que discrimine o valor da mão de obra, dos materiais e equipamentos, as condições de pagamento e as datas de início e término. Pelo § 1º do mesmo artigo, salvo combinação em contrário, o valor orçado vale por 10 dias a partir do recebimento pelo paciente. Depois de aprovado, o orçamento obriga as duas partes.

Este guia é informativo e não substitui a orientação do seu contador ou advogado.

O que incluir

  • Identificação da clínica e do profissional responsável
  • Nome do paciente e data do orçamento
  • Cada procedimento em uma linha, com o dente (numeração FDI) e a face quando fizer sentido
  • Quantidade, valor unitário e total de cada item, separando mão de obra, materiais e equipamentos quando for o caso
  • Total geral, descontos e o valor final
  • Formas de pagamento e, se houver, o número e o valor das parcelas
  • Validade do orçamento
  • Datas previstas de início e de término do tratamento

Um item por procedimento e por dente

"Tratamento completo: R$ 4.800" gera desconfiança. "Restauração em resina no 36, face MO" mostra exatamente o que será feito. Quando o paciente quer reduzir o valor, a lista permite decidir em conjunto o que fica para depois, em vez de abandonar o tratamento inteiro.

Do plano de tratamento ao orçamento

O orçamento é a tradução financeira do plano de tratamento. Monte primeiro o plano a partir dos achados do exame, com a prioridade de cada item, e só então gere o orçamento. Assim nada do que foi encontrado fica de fora, e os valores vêm do catálogo da clínica em vez de serem digitados de memória.

Como enviar

O orçamento impresso entregue no balcão costuma ficar no carro do paciente. Um link aberto no celular pode ser mostrado ao cônjuge, relido em casa e impresso se necessário. Algumas regras para o envio:

  • Envie no mesmo dia da consulta, enquanto a explicação está fresca
  • Não peça cadastro nem senha para abrir: cada passo a mais é um paciente a menos
  • Garanta que a página não fique pública na internet: o orçamento tem dados de saúde
  • Registre quando foi enviado, para saber quem ainda não respondeu

Quando o paciente recusa

Registre a recusa e, se fizer sentido, crie uma nova versão com outra proposta: menos itens agora, outro material, outro parcelamento. Manter o histórico mostra o que já foi oferecido e evita contradições na próxima conversa.

Depois do aceite

O orçamento aceito vira cobrança, com as parcelas combinadas. Para tratamentos longos, é comum formalizar com contrato de prestação de serviços e termo de consentimento, que registra que o paciente foi informado sobre riscos, alternativas e custos.

No Dentalume

No Dentalume, o plano de tratamento vira orçamento com um clique, o orçamento vai ao paciente por um link que abre sem senha e fica fora dos buscadores, a recusa gera uma revisão e o aceite vira cobrança. Contrato e termo de consentimento saem dos modelos de documento com os itens do orçamento preenchidos.

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